quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Os Oceanos não são um recurso infinito.

Inventor adolescente cria método para limpar lixo plástico dos oceanos




Boyan Slat é um jovem de 20 anos em uma missão ambiciosa - livrar os oceanos do planeta dos plásticos flutuantes.
Apesar da idade, ele já leva anos tentando encontrar maneiras de coletar esses resíduos - e sua técnica já convenceu entusiastas e patrocinadores dispostos a bancar seus projetos.
"Eu não entendo por que 'obsessivo' tem uma conotação negativa, mas eu sou obsessivo e gosto disso", diz Slat. "Eu tenho uma ideia e vou em frente com ela."
A ideia surgiu quando ele tinha 16 anos, em 2011, enquanto mergulhava na Grécia. "Eu vi mais sacos plásticos do que peixes", diz. Ficou chocado, e ainda mais chocado ao notar que não havia nenhuma solução aparente.
"Todo mundo me disse: 'Ah, não tem nada que você possa fazer com os plásticos depois que eles chegam aos oceanos', e eu me perguntei se isso era verdade."
Entre os últimos 30 e 40 anos, milhões de toneladas de plástico entraram nos oceanos. A produção mundial de plástico é de 288 milhões de toneladas por ano, das quais 10% acabam no oceano. A maioria - 80% - é proveniente de fontes terrestres.
O lixo é arrastado por ralos e esgotos e acaba nos rios - assim, aquele canudo de plástico ou cigarro que você jogou no chão podem acabar no mar.
O plástico é transportado por correntes para cinco sistemas de água rotativos, chamados de giros, nos grandes oceanos, sendo o mais famoso a enorme Mancha de Lixo do Pacífico, entre o Havaí e a Califórnia.
A concentração de plástico nestas áreas é alta e elas chegam a ser chamadas de sopa de plástico. A região abrange uma área duas vezes o tamanho do Texas. Além disso, o plástico não fica no mesmo lugar. Tudo isso faz com que a limpeza seja um grande desafio.
"Se você for lá para tentar limpar com navios levaria milhares de anos", diz Slat. "Não só isso, seria muito custoso em termos de dinheiro e energia, e os peixes seriam acidentalmente capturados nas redes."

Quebra-cabeças

Slat sempre gostou de encontrar soluções para quebra-cabeças e, ao refletir sobre este, pensou que, ao invés de ir atrás do plástico, por que não aproveitar as correntes e esperar que ele chegue até você?
Na escola, Slat desenvolveu sua ideia como parte de um projeto de ciências.
Uma série de barreiras flutuantes, ancoradas no leito do mar, primeiro capturariam e concentrariam os detritos flutuantes. O plástico se moveria ao longo das barreiras no sentido de uma plataforma, onde seria, então, extraído de forma eficiente.
A corrente oceânica passaria por baixo das barreiras, levando toda a vida marinha flutuante com ela. Não haveria emissões nem redes para a vida marinha se enroscar. O plástico coletado no oceano seria reciclado e transformado em produtos ou em óleo.
O projeto de ciências do ensino médio foi premiado como Melhor Projeto Técnico da Universidade de Tecnologia Delft. Para a maioria dos adolescentes, as coisas teriam ficado por ai, mas com Slat a coisa tinha de ser diferente.
Desde muito cedo, ele se interessou por engenharia. "Primeiro eu construí casas nas árvores... em seguida, coisas maiores", diz. "Quando eu tinha 13 anos, estava muito interessado em foguetes."
Slat ancançou um recorde mundial no Guinness pelo maior número de foguetes de água lançados ao mesmo tempo: 213. "A experiência me ensinou a como atrair o interesse das pessoas e como abordar de patrocinadores", conta.
Quando Slat começou a estudar engenharia aeroespacial na Universidade de Delft, a ideia de limpar os oceanos seguia com ele. Ele criou uma fundação chamada The Ocean Cleanup (Limpeza de Oceano, em tradução literal) e explicou no evento TEDx seu conceito de como os oceanos poderiam se limpar.
Seis meses depois de entrar na faculdade, decidiu trancar o curso para tentar tornar seu projeto uma realidade.


Todo o dinheiro que ele tinha era 200 euros (R$ 630). Os meses seguintes foram usados em busca de patrocínio.
"Foi muito desanimador porque ninguém estava interessado", diz ele. "Eu lembro de um dia entrar em contato com 300 empresas para patrocínio - apenas uma respondeu, o que, também, resultou em nada."

Mudança brusca

Mas então, em 26 de março de 2013, meses depois de ser publicado na internet, a fala de Slat no TEDx se tornou viral.
"Foi inacreditável", diz ele. "De repente, tivemos centenas de milhares de pessoas clicando em nosso site todos os dias. Eu recebia cerca de 1.500 e-mails por dia na minha caixa de correio pessoal de pessoas se voluntariando para ajudar."
Ele montou uma plataforma de financiamento coletivo que captou US$ 80 mil em 15 dias.
Slat ainda não sabe o que fez a sua ideia decolar dessa maneira, mas diz ter sido um grande alívio.
"Um ano atrás eu não tinha certeza de que seria bem-sucedido", diz. "Mas, considerando o tamanho do problema, era importante pelo menos tentar."
De acordo com o Programa de Meio Ambiente da Organização das Nações Unidas, há, em média, 13 mil peças de plástico flutuantes por quilômetro quadrado de oceano. Muitas dessas partículas acabam sendo ingeridas acidentalmente pelos animais marinhos, que podem morrer de fome já que o plástico enche seus estômagos.
Albatrozes são particularmente vulneráveis porque se alimentam de ovos de peixe-voador, que estão ligados a objetos flutuantes. Tartarugas tendem a ser vítimas de sacos plásticos, que, quando imersos na água, são parecidos com água-viva.

Conhecimento e críticas

É uma situação grave - e, por isso, quando Slat apareceu com uma solução aparentemente simples, começou a fazer manchetes em todo o mundo. Poderia um adolescente salvar os oceanos do planeta?
Seu entusiasmo contagiou milhões de pessoas - mas, junto com as ofertas de ajuda e doações, vieram as críticas. Não daria certo, disseram alguns. Outros argumentaram que seria melhor coletar lixo de praias, onde os resíduos chegam levados pelas ondas.
"É da minha natureza que, quando as pessoas dizem que algo é impossível, eu queira provar que elas estão erradas", diz Slat.
Depois de ter chamado a atenção do mundo, a primeira coisa que ele fez foi desaparecer de vista. Precisava de provas científicas para apoiar sua teoria e responder a seus críticos.
Slat reuniu uma equipe de cem pessoas, a maioria voluntários, que foram espalhados por todo o mundo. Durante os estudos, ele visitou a área conhecida como a Mancha de Lixo do Atlântico Norte, onde a plataforma deverá ser construída.
"Fiquei muito enjoado nos primeiros três dias. Havia ventos de 25-30 nós (40-55 km/h) e ondas de 3m de altura. Foi uma experiência e tanto", diz ele.

Em junho, um mês antes do seu aniversário de 20 anos, Slat ressurgiu com um relatório de viabilidade de 530 páginas, cuja capa foi feita de plástico reciclado. O relatório, baseado em diversos testes e simulações de computadores e assinado por 70 cientistas e engenheiros, respondeu a muitas das dúvidas que foram levantadas.
Após o estudo, ele pôs em marcha uma nova campanha de financiamento, que rapidamente atingiu a meta de US$ 2 milhões. Isto irá financiar um piloto maior no próximo ano e Slat espera que a plataforma do Atlântico Norte possa se tornar realidade em 2020.
Mas, mesmo assim, nem todos estão convencidos da viabilidade da ideia.
Um problema é que o plástico não está apenas flutuando na superfície, mas é encontrado em toda o corpo de água, mesmo em sedimentos no fundo do oceano.
A pesquisadora marinha Kerry Howell, da Universidade de Plymouth, disse à BBC ter encontrado lixo nas partes mais profundas do oceano. "Você está indo para um lugar onde ninguém jamais esteve antes", diz ela. "É como ir à Lua e encontrar um pacote de batata frita."
As críticas, no entanto, não parecem desanimar Slat, que trabalha 15 horas por dia. "Faz tempo que não vejo meus amigos, eles tentam me encher o saco dizendo como é legar estar na universidade", diz ele.
O jovem diz que sua idade não o atrapalhou, e que pode, inclusive, ser uma vantagem. "Eu não tinha nada a perder, exceto minha renda dos estudos, portanto, essa não era uma preocupação", diz. "Se você quer fazer algo, faça o mais rápido possível."


"Os oceanos são tão grandes que pensamos que ele é um recurso infinito". Esta é uma frase dita no filme "Planet Ocean". O filme nos mostra a grande eco-diversidade que se encontra nos oceanos, porém que tem sido altamente impactada pela ação antrópica.

"3 bilhões de humanos dependem dos recursos marinhos. Cerca de 1 bilhão de indivíduos tem na pesca a única fonte de proteína animal. E cerca de 500 milhões de pessoas vivem da pesca".
Estes são dados que o filme também nos traz, mostrando a dependência direta ou indireta que o ser humano tem dos mares. e, portanto, a preservação destes é essencial para a sobrevivência não só da fauna e da flora, mas também de parcela do próprio ser humano.
Durante muito tempo, as pessoas acreditavam que os oceanos eram um recurso infinito. Porém, o próprio filme nos mostra que a diversidade marinha tem sofrido bastante com as ações do homem, encontrando-se em desequilíbrio em muitos pontos do planeta. 
A pesca desregulada, o aumento do aquecimento global e a poluição têm degradado cada vez mais esse ecossistema.
Segundo o filme, as correntes marítimas dispersam por todo globo a química produzida pelo homem. Cerca de 6 bilhões de resíduos plásticos chegam ao mar por ano. Então o que fazer para reverter esse cenário?
Boyan Slat criou um projeto de limpeza dos oceanos. Embora muitos tenham desacreditado da ideia, ele conseguiu provar cientificamente que o projeto é eficiente. Porém, junto a iniciativas como esta é preciso que se faça uma conscientização para que o lixo não chegue aos oceanos, poluindo-os e degradando sua diversidade.
Acima tem-se a reportagem publicada no site da BBC, em que se fala sobre o projeto de Boyan Slat, e uma página do Manual de Etiqueta sobre a água que foi comercializado junto à revista Veja em Junho de 2014


terça-feira, 25 de novembro de 2014

Cinco razões para não beber água engarrafada

Apesar de ser responsável por grandes debates sobre a quantidade ideal para sua ingestão, os benefícios da água para a saúde são inegáveis. Segundo a nutricionista Amélia Duarte, o líquido está presente em 50% a 75% do peso corporal de um adulto e é um dos principais transportadores de nutrientes do nosso corpo e age também como suporte para o bom funcionamento intestinal. Mas é preciso ficar atento quando os assuntos são as fontes e o armazenamento deste recurso. Há anos, a água engarrafada está na mira de críticos e ambientalistas europeus e norte-americanos. A discussão chegou ao Brasil em 2010, mas não ganhou força, apesar deste produto ser visto por muitos cientistas como um ícone do desperdício, da desigualdade social e também um risco para a saúde.



Conheça cinco motivos para não ingerir água engarrafada:

  • Ingestão de produtos químicos: O biólogo Carlos Lehn alerta que, para cada litro de água engarrafada, é estimada a utilização de 200 ml de petróleo em sua produção, embalagem, transporte e refrigeração.
  • Danos socio-ambientais: De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 900 milhões de pessoas no mundo ainda não têm acesso à água de boa qualidade, enquanto que uma parcela da população prefere consumir água engarrafada mesmo tendo acesso a água tratada. O consumo excessivo do produto em todo o mundo pode levar à superexploração de aquíferos, o que deixaria um legado de falta de água para gerações futuras.
  • Produção de lixo: Apesar de serem materiais recicláveis, as garrafas utilizadas para o acondicionamento do recurso geralmente não são recicladas, podendo produzir até 1,5 milhões de toneladas desses resíduos por ano. E, para produzir essa quantidade de plástico, são gastos cerca de 47 milhões de litros de óleo.
  • Preço abusivo: O preço da água engarrafada é quase 100 vezes mais alto do que a disponibilizada pelo sistema público. Além disso, o lucro coma venda do produto, que poderia ser investido na melhoria do abastecimento público de água, permanece privatizado.
  • Menos atenção aos sistemas públicos: E se temos água engarrafada para consumir, para que investir em um bom sistema de abastecimento de água público? O crescimento da indústria de água engarrafada pode incentivar a privatização da comercialização do recurso em todo o mundo – o que não seria um bom sinal para qualquer governo.
http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2013/agosto/cinco-razoes-para-nao-beber-agua-engarrafada

Comentário:

A partir de agora, você poderá fazer sua escolha na hora de adquirir um filtro, purificador de água ou água engarrafada. Consumir água de torneira devidamente filtrada é mais barato e ajuda o meio ambiente. Além disto, a água em garrafas ou garrafões gasta recursos para ser envazada, gera lixo com suas embalagens e queima combustíveis fósseis no seu transporte e distribuição.

Daiana Teles.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Água como questão de saúde publica.

Escola usa água de esgoto para fazer merenda no interior do Ceará

Canal sujo é a única fonte de água de escola. Sobral está entre os 174 municípios do Ceará em situação de emergência por causa da seca.


Com a estiagem, o reservatório que abastecia Sobral, no interior do Ceará, secou. Agora, a escola municipal está há três semanas usando água de esgoto para fazer a merenda.
O canal sujo é a única fonte de água de uma escola, em um pequeno distrito de Sobral, no interior do Ceará. São três semanas sem água na torneira. "Para os alunos beberem água mineral tem que comprar, que é mais ou menos R$ 10. Os alunos não têm como comprar água mineral. Vem para a escola, mas é para gente beber água limpa não suja”, reclama a estudante Gabriele Vasconcelos.
A água também é usada na merenda dos alunos. O vigia da escola enche baldes no canal e leva para cozinha. Para tirar um pouco da sujeira, a cozinheira Rosilene Pereira faz o que pode. “Eu coo a água no pano, depois eu coloco para ferver”, diz.

Mesmo assim, a água continua ruim mesmo para cozinhar e afeta, inclusive, o sabor da comida. “O sabor é muito ruim, de ferrugem, mas não tem jeito, nós não vamos passar fome”, afirma o estudante João Paulo Vasconcelos.
Como falta saneamento básico na comunidade onde fica a escola, o canal também é utilizado para o descarte de esgotos. “Tudo que desce é sujeira, é tudo. É gato, é cachorro. Bebe água, toma banho”, conta o vigilante Valter Gomes.

O DNOCS, Departamento Nacional de Obras Contra as Secas, é o responsável pelo canal e informou que a água é destinada à irrigação e criação de peixes. Segundo a companhia que gerencia os recursos hídricos do estado, a água que vai para o canal só é própria para o consumo humano após passar por tratamento.

Sobral está entre os 174 municípios do Ceará em situação de emergência por causa da seca. A reserva hídrica do estado está com apenas 23% da capacidade, e muitas fontes não estão em condições de atender a população.

“Todo mundo que olha vê que a água poluída. Pode cair doente, pode ir ao hospital. A gente fica preocupada como mãe, mas infelizmente é a que está tendo”, conta a dona de casa Benedita de Sousa.
A Secretaria de Educação de Sobral disse que estuda a possibilidade de abastecer a escola com caminhões-pipa, mas alegou que isso vai depender da disponibilidade dos caminhões.
COMENTÁRIO
Oitava economia do mundo, participante do BRICs, país mais desenvolvido da América do Sul. Credenciais como estas nos fariam imaginar que o Brasil é quase um país das maravilhas, se não fosse por um detalhe: nós moramos aqui, conhecemos a realidade brasileira. A verdade é que o país ainda enfrenta problemas com questões primárias, como a cobertura de obras de saneamento básico. Muitas cidades de médio porte em todo território nacional ainda não possuem rede de saneamento básico, como por exemplo Feira de Santana, que mesmo sendo a segunda maior cidade do estado da Bahia só veio receber uma grande obra de saneamento em 2012. Vale observar que estamos tratando de um município com mais de 600 mil habitantes. A reportagem acima trata de uma escola que aproveita água de um esgoto para preparar lanches para as crianças em Sobral, município do Ceará que sofre com a seca. Infelizmente, em alguns lugares do Brasil ter acesso a água de qualidade é indicativo de renda, vale destacar o caso do racionamento no Estado de São Paulo, o mais rico do país, como uma exceção. Ou seja, água de qualidade é um recurso inacessível principalmente para a população de baixa renda, como vimos na reportagem. Problemas como este são obstáculos emergenciais a serem vencidos a fim de garantir aos indivíduos afetados a dignidade que têm por direito.

FONTE: http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2014/11/escola-usa-agua-de-esgoto-para-fazer-merenda-no-interior-do-ceara.html 

Uma saída para contornar a falta de água.

Produto elimina bactérias da água como uma estação de tratamento

Tratamento, aprovado pela Anvisa, não serve para água que contenha resíduos químicos ou industriais. Produto vem em envelope pequeno.


Uma região do Brasil que enfrenta problemas sérios de saneamento começou a usar um produto capaz de eliminar bactérias da água como uma estação de tratamento. Só que ele vem dentro de um envelope pequeno, como aqueles pacotinhos de sal ou de açúcar dos restaurantes. Quem mostra como funciona é o repórter Alberto Gaspar.
O programa já tem dez anos e atinge mais de 75 países. Chega ao Brasil pelo Vale do Jequitinhonha, no norte de Minas. A meta: evitar doenças causadas por água contaminada.
“Já salvamos mais de 43 mil vidas, no mundo. O objetivo do projeto é salvar uma vida por hora”, afirma a gerente de comunicação da P&G, Juliana Gattaz.
Durante um ano, 25 mil pessoas, de oito municípios, vão ter acesso aos envelopes. O conteúdo é fabricado somente para o programa, não é produto comercial.
O tratamento, aprovado pela Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, não serve para água que contenha resíduos químicos, industriais. Só elimina impurezas orgânicas, como as que existem, por exemplo, em um lago do Parque do Ibirapuera, em São Paulo.
As aves aquáticas não parecem ter queixas. Nem a tartaruga. Mas quem mais se arriscaria a beber essa água?
“Tomar água do lago? Assim como ela está, não”,  diz a auxiliar de limpeza Aureliza Ferreira Rocha.
O teste que o Jornal Nacional acompanhou deixou muita gente curiosa. O processo, com dez litros de água, demora uns 30 minutos. Primeiro, a mistura. Cinco minutos em ritmo constante. A seguir, o que parece milagre: a sujeira vai desaparecendo. Se separa da água. “É mágica? Que da hora!”, diz uma mulher.
Depois da filtragem, é preciso esperar mais 20 minutos, para o desinfetante eliminar todos os microorganismos. Hora de provar.
“Mas não é assim levinha, não. É uma aguinha meio pesadinha, mas não com gosto”, conta a mulher.
JN: Parece água de torneira
“É como se fosse um cloro, que é o desinfetante”, diz um homem.
“Com a falta de água que a gente está tendo, acho um negócio muito interessante. Me chamou bem a atenção mesmo”, diz outra mulher


COMENTARIO:
Sem dúvida a falta de água é um problema que se torna cada dia mais presente em todo o mundo. O Brasil, apesar de ser, o país com maior disponibilidade de água doce do mundo vem sofrendo com racionamentos causados tanto por conta de causas naturais, como secas e estiagens, como também pelo efeito antrópico através de consumo irracional, poluição e deficiência em obras estruturantes, de fundamental importância. Projetos como este de tratamento rápido e eficiente, de águas contaminadas com material orgânico, são avanços no desenvolvimento de paliativos a fim de enfrentar a falta de água apropriada para consumo humano, porém também são avisos de que estamos caminhando na direção errada no que tange à exploração dos recursos naturais para manter um estilo de vida insustentável. É crucial destacar o papel paliativo de descobertas como a da mistura que desinfeta a água. Porque se existe algo que pode influir radicalmente no problema da água no mundo, é a conscientização das pessoas que elas não podem ser irresponsáveis ao ponto de consumir sem pensar no amanhã.

FONTE: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2014/11/produto-elimina-bacterias-da-agua-como-uma-estacao-de-tratamento.html

sábado, 22 de novembro de 2014

Água mortífera transformando-se em água viva - O TRATAMENTO DO CHORUME

Chorume
 
O chorume, também conhecido como líquido percolado, é uma substância líquida resultado do processo de degradação e solubilização de resíduos sólidos provenientes de lixões,  ou seja, locais destinados ao resíduo sólido urbano (RSU) e também em cemitérios, sendo que o nome dado ao líquido resultante da decomposição de cadáveres é o necrochorume.

Viscoso e com cheiro bastante forte, é altamente poluente já que em sua composição varia de acordo com diversos fatores, entre eles, o tipo de detritos descartados sobre o solo, o tipo de solo da região, o teor de umidade do local, a quantidade de oxigênio distribuída, a forma como foi implantado o aterro sanitário, sua localização em relação ao lençol freático, entre outros. De um modo geral, na constituição desse líquido se encontram substâncias orgânicas ( principalmente carbono e nitrogênio orgânico), além de materiais inorgânicos, como mercúrio, cobre, chumbo, arsênio, cádmio, cobalto e cromo, além de excrementos humanos e animais. Além disso, tem um grande potencial de atrair vetores de doenças.
 
Composição do chorume

Estudos realizados, com amostras de chorume provenientes de diferentes aterros sanitários, demonstraram diferenças significativas em suas composições. Em geral, o chorume pode ser caracterizado como uma solução aquosa contendo (vide Tabela):

Composição do chorume de aterros sanitários.
Composição do chorume de aterros sanitários.
Parâmetro Faixa
.pH 4,5 – 9
Sólidos totais 2000 – 60 000
Matéria orgânica (mg/L)
Carbono orgânico total 30 – 29 000
Demanda biológica de oxigênio (DBO5) 20 – 57 000
Demanda química de oxigênio (DQO) 140 – 152 000
DBO5/DQO 0,02 - 0,80
Nitrogênio orgânico 14 – 2500
Macrocomponentes inorgânicos(mg/L)
Fósforo total 0,1 – 23
Cloretos 150 - 4500
Sulfatos 8-7750
HCO3- 610-7320
Sódio 70-7700
Potássio 50-3700
Nitrogênio amoniacal 50-2200
Cálcio 10-7200
Magnésio 30-15 000
Ferro 3-5500
Manganês 0,03-1400
Sílica 4-70
Elementos traços inorgânicos (mg/L)
Arsênico 0,01-1
Cádmio 0,0001-0,4
Cromo 0,02-1,5
Cobalto 0,005-1,5
Cobre 0,005-10
Chumbo

Como se Forma

O lixo doméstico comumente possui uma dada quantidade de água, oriunda da umidade do ar e do processo de decomposição da matéria orgânica. Essa água percorre lixões e aterros sanitários com a ajuda das chuvas, dissolvendo substâncias presentes em tais locais e formando um líquido extremamente poluente denominado chorume.
A decomposição dos resíduos sólidos, depositados em aterros sanitários, é um processo dinâmico comandado por organismos decompositores de matéria orgânica, sendo em sua maioria bactérias heterotróficas, aeróbias e facultativas. Esta decomposição pode ser descrita pelas fases aeróbia e anaeróbia.
A fase aeróbia ocorre durante o primeiro mês de deposição e recobrimento do lixo na vala. A ação de decomposição é realizada pelas bactérias aeróbias que utilizam o oxigênio presente no interior do aterro. É mais intensa no início e a medida que o oxigênio vai ficando escasso a decomposição torna-se mais lenta. A presença de águas pluviais exerce grande influência sobre esta fase, pois facilita a redistribuição de nutrientes e microrganismos ao longo do aterro sanitário.
Quando todo o oxigênio é consumido, inicia-se a fase anaeróbia, onde a decomposição ocorre através dos organismos anaeróbios e/ou facultativos que hidrolisam e fermentam celulose e outros materiais presentes no resíduo. Esta fase é caracterizada pela redução da concentração de carbono orgânico, altos níveis de amônia e largo espectro de metais, representando considerável potencial de risco para o meio ambiente. A fase anaeróbia pode demorar vários anos para estar completa.
Diversos fatores contribuem para que o resíduo da decomposição do lixo (chorume) seja complexo e apresente significativas variações em sua composição. Dentre as mais importantes contam-se: dinâmica de decomposição ao longo do tempo, variações na forma de operação do aterro sanitário, na composição dos resíduos depositados, no volume de chuvas e outras alterações climáticas.

Danos aos meio ambiente

Como agente poluente, pode causar sérios danos ao meio ambiente, pois além da baixa biodegradabilidade, possui metais pesados os quais os organismos são incapazes de eliminar, acumulando-os. Embora muitos metais sejam essenciais para o crescimento dos organismos e para suas reações biológicas, o seu acúmulo em altos níveis é tóxico e causa sérios riscos, tanto para as plantas quanto para os animais, e consequentemente passando esses elementos para os predadores, o que pode danificar os sistemas biológicos e os processos bioquímicos a curto, médio e longo prazo.
Já foi observado que esse acúmulo de metais pesados pode acarretar diversos problemas de saúde, como diarreia, tumores no fígado e tireoide, dermatoses, problemas pulmonares, rinite alérgica, além de alterações gastrointestinais e neurológicas.
Ao circular pelo solo em que o lixo foi depositado, o chorume carrega microrganismos, metais pesados, nitratos e fosfatos, entre muitas outras substâncias. Dessa forma, é possível que o líquido atinja o lençol freático (reservatório de água subterrânea proveniente da água da chuva infiltrada no solo), poluindo-o. Quando o lençol freático é contaminado pelo chorume, as águas superficiais, como rios, lagos e minas também são poluídas, uma vez que são abastecidas por ele. Com a contaminação da água, as espécies aquáticas e as plantações irrigadas também são acometidas.
O chorume apresenta, ainda, uma elevada concentração de demanda biológica de oxigênio (DBO), um parâmetro utilizado para determinar a quantidade de oxigênio necessária na degradação da matéria orgânica por processos bioquímicos. O aumento desse índice representa um grave problema ambiental: quando a necessidade de oxigênio é muito alta, pode ocorrer, como alternativa, a decomposição anaeróbia da matéria (sem presença de oxigênio), o que leva à produção de gases tóxicas como metano, gás carbônico, mercaptanas, amônia, fenóis e outros


Coleta do Chorume

Aterro sanitário
Foto: agecombahia


O sistema de coleta do chorume é feito, normalmente, na base do aterro, onde o material é capitado através de drenos. Só depois de coletado ele é enviado para lagoas ou tanques preparados para receber o efluente. Esses tanques devem ser fechados e as lagoas impermeabilizadas, para receber de forma correta o material.

Tratamento de Chorume

Depois da coleta, o chorume segue para o tratamento antes de ser reutilizado ou descartado. O tratamento é feito no mesmo local onde o material foi coletado. Dentre as formas de tratamento estão:
  • Tratamento Biológico: realizado nas lagoas anaeróbicas, aeróbicas e de estabilização;
  • Tratamento por Oxidação: onde é feita a queima e a evaporação do chorume;
  • Tratamento Químico: onde ocorre adição de substâncias químicas ao chorume.

No Brasil, a forma mais comum de tratamento é o biológico, por ser considerado bastante eficiente em aterros novos e com um alto teor de material bioquímico.

Tratamento Biológico
Tratamento de chorume
Foto: gtzecosan


Este processo pode ser afetado por fatores como clima, idade do aterro e quantidade de carga orgânica existente no chorume. Pode-se dizer que ele é composto por três unidades:
  • Lagoa Anaeróbica: onde o chorume fica em tratamento por sete dias. A degradação da matéria orgânica ocorre na falta de oxigênio. A profundidade dessa lagoa deve ser de dois a quatro metros;
  • Lagoa Aeróbica: após sair da Lagoa Anaeróbica, o chorume recebe uma oxigenação forçada por três a cinco dias. Nessa etapa ocorre a remoção de metais pesados;
  • Lagoa de Estabilização: depois de passar pela Lagoa Aeróbica, o chorume se transforma em lodo que é posto em um leito de secagem, onde, depois de seco, poderá ser descartado da forma correta.

O tratamento Biológico se caracteriza pela eficiência, simplicidade e baixo custo. O chorume é tratado com base na estabilização da matéria orgânica. E mais, se o aterro não dispuser de condições para manter as três lagoas, pode optar pela escolha de uma delas. Assim, o chorume será tratado, de acordo com o mecanismo da lagoa escolhida (ou anaeróbica, ou aeróbica, ou de estabilização). Porém deste modo, o resíduo líquido não poderá ser reaproveitado ou mesmo despejado, só armazenado.

CHORUME,IMPACTOS AMBIENTAIS POSSIBILIDADES DE TRATAMENTO:
TECNOLOGIAS AVS APLICADAS:
COM TECNOLOGIA PRÓPRIA E PATENTEADA PELA AVS, APRESENTAMOS AOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS UM NOVO CONCEITO PARA O TRATAMENTO E DESTINAÇÃO DOS LÍQUIDOS CHORUME.
Trata-se de um novo e moderno projeto ambiental para o tratamento e destinação correta dos líquidos chorume existente em quase 98% dos grandes e pequenos aterros sanitários, lixões a céu aberto e os famosos piscinões chorume existentes nos grandes aterros sanitários.
No processo desenvolvido pela AVS, o líquido chorume é coletado por bombas especiais e centrifugados em tanques especiais de inox ou de fibra e através de processo químico e eletroquímico, o chorume misturado com uma solução química e tratado e modificado seu estado físico de pastoso para leitoso.
O estado que quimicamente modifica o chorume, e local não sendo necessário o transporte do mesmo para o beneficiamento minimizando custos.
Uma vez que modificado o estado pastoso para leitosa, o mesmo torna-se um liquido condutivo passivo de receber corrente elétrica e conduzir a energia de um ponto para o outro catodo ou ânodo.
Neste estado, o liquido já leitoso e condutor de energia por bomba e gravidade o liquido e levado a uma camará de eletrólise de até 1500 amper hora em baixa tensão entre 48 a 96 volts em corrente continua.
O liquido já dentro da camará, recebe a corrente elétrica e começa o processo de quebra das moléculas semelhante a produção de hidrogênio, o liquido em circulação dentro da camará e aquecido até 90 graus e começa a produzir vapor e gás simultaneamente.
O vapor e gás por uma bomba de sucção e em um pulmão separado o vapor do gás onde o vapor condensa e volta para a camará em um processo continuo e fechado, já o gás e separado e pressurizado em um cilindro até 80 bar de pressão.
A tecnologia aplicada e inovadora e única no Brasil para o tratamento do chorume desenvolvida pela equipe AVS sobre a coordenação do pesquisador e projetista mecânico Almir Vital.
Os gases já pressurizados em cilindros possui infinitas aplicações industriais como: geração de energia limpa, coogeração, aquecimento industriais e produção de hidrogênio para fins hospitalar.
Os gases advindos deste processo possui um poder calorífico de 1800 graus semelhante ao gás oxídrico desenvolvido pela AVS para produção de energia, outros estudo continua em evolução nos laboratórios da AVS na cidade de Campinas – SP, em parcerias com algumas instituições renomadas.
Em testes e ensaios práticos, pode ser verificado que a cada 6 mil litros de chorume já tratado e transformado em gás, se produz em o equivalente a 3.5 MW de energia, sendo independente se for em caldeira ou motores ciclo Otto e em ambos, não há poluentes do processo de combustão cujo o resíduo final é vapor seco ou úmido.
O processo industrial aplicado com a tecnologia desenvolvida pela AVS que modifica o estado físico do chorume não há sobra de resíduo pesados ou leves que tenha que haver outro tratamento, uma vez centrifugado as partículas existentes são minuscamente triturados e refinado antes do estado leitoso permitindo que todo os matérias existentes no chorume, seja definitivamente dissolvidos em menor partículas vindo a se decompor com a corrente elétrica já na camará de eletrolise para transformação de vapor e consecutivamente em gás e energia.
Os projetos técnicos construtivos são elaborados e desenvolvidos pela AVS, sendo estudado criteriosamente o local de implantação e a viabilidade econômica, uma vez identificada a viabilidade a usina poderá ser construída em até 180 dias, as unidades são moveis e modulares podendo ser deslocada para qualquer local e região, bem como o gás, também, poderá ser a granel transportado para o ponto de consumo e afins.
O equipamento uma vez implantado e em operação, terá sua manutenção preventiva a cada 06 meses onde são trocadas as placas da camará de eletrolise, reparos e a solução química, as usinas são construídas de acordo com a capacidade de chorume existente cuja a medida será em litros x tonelada calculado pela área onde e depositado o lixo ou em piscinões existentes.


 COMENTÁRIO:
O tratamento do chorume é de fundamental importância, pois esta substancia é muito nociva para o meio ambiente, podendo contaminar o solo, os lençóis freáticos, causar danos a saúde humana, proliferação de pragas e etc. Projetos de tratamento pode transformar a nossa realidade, pois muitos aterros sanitários no nosso pais, não estão adequados para o destino do lixo e do chorume, projetos como transformar o chorume em aguá limpa, em compostagem (adubo), energia eletrica podem da um rumo a este problema e também gerar lucro! 

A baixo lanço o link de uma reportagem do Jornal Nacional para o tratamento do Chorume.

https://www.youtube.com/watch?v=KArpebSSaL4

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Campanha de Verão "Mostre seu poder"

Com pequenas mudanças no dia a dia com relação ao uso da água, é possível conseguir grandes benefícios, incluindo uma conta mais baixa. Com o tema “Mostre o seu poder”, na campanha de verão da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), pessoas que tomaram consciência sobre a necessidade do consumo racional da água são transformadas em heróis e se tornam defensores de atitudes responsáveis. A linguagem em estilo de HQ traz o humor com referências baianas como forma de chamar atenção para a economia de água. Veja abaixo um dos videos da campanha.


Outro ponto importante é chamar a atenção sobre a conta de água que aumenta de valor em decorrência dos litros consumidos a mais na estação (verão). “Na maioria das vezes, o aumento de consumo está relacionado com a chegada da estação quente, quando as pessoas acabam gastando mais água, às vezes mesmo sem perceber. Há uma mudança de rotina. Por isso, a campanha é mais um instrumento de alerta para se evitar o desperdício, garantindo um consumo sustentável e afastando o risco de estourar a fatura”, ressalta o presidente da Embasa, Abelardo de Oliveira Filho.

http://www.embasa.ba.gov.br/content/campanha-de-ver%C3%A3o-2014-mostre-seu-poder


Comentário:

Campanhas que alertam contra vazamento e trazem dicas de como evitar o desperdício de água é de grande importância é o meio mas rápido e eficaz de passar a mensagem e atingir o número máximo de pessoas.

 Daiana Teles