sábado, 22 de novembro de 2014

Água mortífera transformando-se em água viva - O TRATAMENTO DO CHORUME

Chorume
 
O chorume, também conhecido como líquido percolado, é uma substância líquida resultado do processo de degradação e solubilização de resíduos sólidos provenientes de lixões,  ou seja, locais destinados ao resíduo sólido urbano (RSU) e também em cemitérios, sendo que o nome dado ao líquido resultante da decomposição de cadáveres é o necrochorume.

Viscoso e com cheiro bastante forte, é altamente poluente já que em sua composição varia de acordo com diversos fatores, entre eles, o tipo de detritos descartados sobre o solo, o tipo de solo da região, o teor de umidade do local, a quantidade de oxigênio distribuída, a forma como foi implantado o aterro sanitário, sua localização em relação ao lençol freático, entre outros. De um modo geral, na constituição desse líquido se encontram substâncias orgânicas ( principalmente carbono e nitrogênio orgânico), além de materiais inorgânicos, como mercúrio, cobre, chumbo, arsênio, cádmio, cobalto e cromo, além de excrementos humanos e animais. Além disso, tem um grande potencial de atrair vetores de doenças.
 
Composição do chorume

Estudos realizados, com amostras de chorume provenientes de diferentes aterros sanitários, demonstraram diferenças significativas em suas composições. Em geral, o chorume pode ser caracterizado como uma solução aquosa contendo (vide Tabela):

Composição do chorume de aterros sanitários.
Composição do chorume de aterros sanitários.
Parâmetro Faixa
.pH 4,5 – 9
Sólidos totais 2000 – 60 000
Matéria orgânica (mg/L)
Carbono orgânico total 30 – 29 000
Demanda biológica de oxigênio (DBO5) 20 – 57 000
Demanda química de oxigênio (DQO) 140 – 152 000
DBO5/DQO 0,02 - 0,80
Nitrogênio orgânico 14 – 2500
Macrocomponentes inorgânicos(mg/L)
Fósforo total 0,1 – 23
Cloretos 150 - 4500
Sulfatos 8-7750
HCO3- 610-7320
Sódio 70-7700
Potássio 50-3700
Nitrogênio amoniacal 50-2200
Cálcio 10-7200
Magnésio 30-15 000
Ferro 3-5500
Manganês 0,03-1400
Sílica 4-70
Elementos traços inorgânicos (mg/L)
Arsênico 0,01-1
Cádmio 0,0001-0,4
Cromo 0,02-1,5
Cobalto 0,005-1,5
Cobre 0,005-10
Chumbo

Como se Forma

O lixo doméstico comumente possui uma dada quantidade de água, oriunda da umidade do ar e do processo de decomposição da matéria orgânica. Essa água percorre lixões e aterros sanitários com a ajuda das chuvas, dissolvendo substâncias presentes em tais locais e formando um líquido extremamente poluente denominado chorume.
A decomposição dos resíduos sólidos, depositados em aterros sanitários, é um processo dinâmico comandado por organismos decompositores de matéria orgânica, sendo em sua maioria bactérias heterotróficas, aeróbias e facultativas. Esta decomposição pode ser descrita pelas fases aeróbia e anaeróbia.
A fase aeróbia ocorre durante o primeiro mês de deposição e recobrimento do lixo na vala. A ação de decomposição é realizada pelas bactérias aeróbias que utilizam o oxigênio presente no interior do aterro. É mais intensa no início e a medida que o oxigênio vai ficando escasso a decomposição torna-se mais lenta. A presença de águas pluviais exerce grande influência sobre esta fase, pois facilita a redistribuição de nutrientes e microrganismos ao longo do aterro sanitário.
Quando todo o oxigênio é consumido, inicia-se a fase anaeróbia, onde a decomposição ocorre através dos organismos anaeróbios e/ou facultativos que hidrolisam e fermentam celulose e outros materiais presentes no resíduo. Esta fase é caracterizada pela redução da concentração de carbono orgânico, altos níveis de amônia e largo espectro de metais, representando considerável potencial de risco para o meio ambiente. A fase anaeróbia pode demorar vários anos para estar completa.
Diversos fatores contribuem para que o resíduo da decomposição do lixo (chorume) seja complexo e apresente significativas variações em sua composição. Dentre as mais importantes contam-se: dinâmica de decomposição ao longo do tempo, variações na forma de operação do aterro sanitário, na composição dos resíduos depositados, no volume de chuvas e outras alterações climáticas.

Danos aos meio ambiente

Como agente poluente, pode causar sérios danos ao meio ambiente, pois além da baixa biodegradabilidade, possui metais pesados os quais os organismos são incapazes de eliminar, acumulando-os. Embora muitos metais sejam essenciais para o crescimento dos organismos e para suas reações biológicas, o seu acúmulo em altos níveis é tóxico e causa sérios riscos, tanto para as plantas quanto para os animais, e consequentemente passando esses elementos para os predadores, o que pode danificar os sistemas biológicos e os processos bioquímicos a curto, médio e longo prazo.
Já foi observado que esse acúmulo de metais pesados pode acarretar diversos problemas de saúde, como diarreia, tumores no fígado e tireoide, dermatoses, problemas pulmonares, rinite alérgica, além de alterações gastrointestinais e neurológicas.
Ao circular pelo solo em que o lixo foi depositado, o chorume carrega microrganismos, metais pesados, nitratos e fosfatos, entre muitas outras substâncias. Dessa forma, é possível que o líquido atinja o lençol freático (reservatório de água subterrânea proveniente da água da chuva infiltrada no solo), poluindo-o. Quando o lençol freático é contaminado pelo chorume, as águas superficiais, como rios, lagos e minas também são poluídas, uma vez que são abastecidas por ele. Com a contaminação da água, as espécies aquáticas e as plantações irrigadas também são acometidas.
O chorume apresenta, ainda, uma elevada concentração de demanda biológica de oxigênio (DBO), um parâmetro utilizado para determinar a quantidade de oxigênio necessária na degradação da matéria orgânica por processos bioquímicos. O aumento desse índice representa um grave problema ambiental: quando a necessidade de oxigênio é muito alta, pode ocorrer, como alternativa, a decomposição anaeróbia da matéria (sem presença de oxigênio), o que leva à produção de gases tóxicas como metano, gás carbônico, mercaptanas, amônia, fenóis e outros


Coleta do Chorume

Aterro sanitário
Foto: agecombahia


O sistema de coleta do chorume é feito, normalmente, na base do aterro, onde o material é capitado através de drenos. Só depois de coletado ele é enviado para lagoas ou tanques preparados para receber o efluente. Esses tanques devem ser fechados e as lagoas impermeabilizadas, para receber de forma correta o material.

Tratamento de Chorume

Depois da coleta, o chorume segue para o tratamento antes de ser reutilizado ou descartado. O tratamento é feito no mesmo local onde o material foi coletado. Dentre as formas de tratamento estão:
  • Tratamento Biológico: realizado nas lagoas anaeróbicas, aeróbicas e de estabilização;
  • Tratamento por Oxidação: onde é feita a queima e a evaporação do chorume;
  • Tratamento Químico: onde ocorre adição de substâncias químicas ao chorume.

No Brasil, a forma mais comum de tratamento é o biológico, por ser considerado bastante eficiente em aterros novos e com um alto teor de material bioquímico.

Tratamento Biológico
Tratamento de chorume
Foto: gtzecosan


Este processo pode ser afetado por fatores como clima, idade do aterro e quantidade de carga orgânica existente no chorume. Pode-se dizer que ele é composto por três unidades:
  • Lagoa Anaeróbica: onde o chorume fica em tratamento por sete dias. A degradação da matéria orgânica ocorre na falta de oxigênio. A profundidade dessa lagoa deve ser de dois a quatro metros;
  • Lagoa Aeróbica: após sair da Lagoa Anaeróbica, o chorume recebe uma oxigenação forçada por três a cinco dias. Nessa etapa ocorre a remoção de metais pesados;
  • Lagoa de Estabilização: depois de passar pela Lagoa Aeróbica, o chorume se transforma em lodo que é posto em um leito de secagem, onde, depois de seco, poderá ser descartado da forma correta.

O tratamento Biológico se caracteriza pela eficiência, simplicidade e baixo custo. O chorume é tratado com base na estabilização da matéria orgânica. E mais, se o aterro não dispuser de condições para manter as três lagoas, pode optar pela escolha de uma delas. Assim, o chorume será tratado, de acordo com o mecanismo da lagoa escolhida (ou anaeróbica, ou aeróbica, ou de estabilização). Porém deste modo, o resíduo líquido não poderá ser reaproveitado ou mesmo despejado, só armazenado.

CHORUME,IMPACTOS AMBIENTAIS POSSIBILIDADES DE TRATAMENTO:
TECNOLOGIAS AVS APLICADAS:
COM TECNOLOGIA PRÓPRIA E PATENTEADA PELA AVS, APRESENTAMOS AOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS UM NOVO CONCEITO PARA O TRATAMENTO E DESTINAÇÃO DOS LÍQUIDOS CHORUME.
Trata-se de um novo e moderno projeto ambiental para o tratamento e destinação correta dos líquidos chorume existente em quase 98% dos grandes e pequenos aterros sanitários, lixões a céu aberto e os famosos piscinões chorume existentes nos grandes aterros sanitários.
No processo desenvolvido pela AVS, o líquido chorume é coletado por bombas especiais e centrifugados em tanques especiais de inox ou de fibra e através de processo químico e eletroquímico, o chorume misturado com uma solução química e tratado e modificado seu estado físico de pastoso para leitoso.
O estado que quimicamente modifica o chorume, e local não sendo necessário o transporte do mesmo para o beneficiamento minimizando custos.
Uma vez que modificado o estado pastoso para leitosa, o mesmo torna-se um liquido condutivo passivo de receber corrente elétrica e conduzir a energia de um ponto para o outro catodo ou ânodo.
Neste estado, o liquido já leitoso e condutor de energia por bomba e gravidade o liquido e levado a uma camará de eletrólise de até 1500 amper hora em baixa tensão entre 48 a 96 volts em corrente continua.
O liquido já dentro da camará, recebe a corrente elétrica e começa o processo de quebra das moléculas semelhante a produção de hidrogênio, o liquido em circulação dentro da camará e aquecido até 90 graus e começa a produzir vapor e gás simultaneamente.
O vapor e gás por uma bomba de sucção e em um pulmão separado o vapor do gás onde o vapor condensa e volta para a camará em um processo continuo e fechado, já o gás e separado e pressurizado em um cilindro até 80 bar de pressão.
A tecnologia aplicada e inovadora e única no Brasil para o tratamento do chorume desenvolvida pela equipe AVS sobre a coordenação do pesquisador e projetista mecânico Almir Vital.
Os gases já pressurizados em cilindros possui infinitas aplicações industriais como: geração de energia limpa, coogeração, aquecimento industriais e produção de hidrogênio para fins hospitalar.
Os gases advindos deste processo possui um poder calorífico de 1800 graus semelhante ao gás oxídrico desenvolvido pela AVS para produção de energia, outros estudo continua em evolução nos laboratórios da AVS na cidade de Campinas – SP, em parcerias com algumas instituições renomadas.
Em testes e ensaios práticos, pode ser verificado que a cada 6 mil litros de chorume já tratado e transformado em gás, se produz em o equivalente a 3.5 MW de energia, sendo independente se for em caldeira ou motores ciclo Otto e em ambos, não há poluentes do processo de combustão cujo o resíduo final é vapor seco ou úmido.
O processo industrial aplicado com a tecnologia desenvolvida pela AVS que modifica o estado físico do chorume não há sobra de resíduo pesados ou leves que tenha que haver outro tratamento, uma vez centrifugado as partículas existentes são minuscamente triturados e refinado antes do estado leitoso permitindo que todo os matérias existentes no chorume, seja definitivamente dissolvidos em menor partículas vindo a se decompor com a corrente elétrica já na camará de eletrolise para transformação de vapor e consecutivamente em gás e energia.
Os projetos técnicos construtivos são elaborados e desenvolvidos pela AVS, sendo estudado criteriosamente o local de implantação e a viabilidade econômica, uma vez identificada a viabilidade a usina poderá ser construída em até 180 dias, as unidades são moveis e modulares podendo ser deslocada para qualquer local e região, bem como o gás, também, poderá ser a granel transportado para o ponto de consumo e afins.
O equipamento uma vez implantado e em operação, terá sua manutenção preventiva a cada 06 meses onde são trocadas as placas da camará de eletrolise, reparos e a solução química, as usinas são construídas de acordo com a capacidade de chorume existente cuja a medida será em litros x tonelada calculado pela área onde e depositado o lixo ou em piscinões existentes.


 COMENTÁRIO:
O tratamento do chorume é de fundamental importância, pois esta substancia é muito nociva para o meio ambiente, podendo contaminar o solo, os lençóis freáticos, causar danos a saúde humana, proliferação de pragas e etc. Projetos de tratamento pode transformar a nossa realidade, pois muitos aterros sanitários no nosso pais, não estão adequados para o destino do lixo e do chorume, projetos como transformar o chorume em aguá limpa, em compostagem (adubo), energia eletrica podem da um rumo a este problema e também gerar lucro! 

A baixo lanço o link de uma reportagem do Jornal Nacional para o tratamento do Chorume.

https://www.youtube.com/watch?v=KArpebSSaL4

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