segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Uma saída para contornar a falta de água.

Produto elimina bactérias da água como uma estação de tratamento

Tratamento, aprovado pela Anvisa, não serve para água que contenha resíduos químicos ou industriais. Produto vem em envelope pequeno.


Uma região do Brasil que enfrenta problemas sérios de saneamento começou a usar um produto capaz de eliminar bactérias da água como uma estação de tratamento. Só que ele vem dentro de um envelope pequeno, como aqueles pacotinhos de sal ou de açúcar dos restaurantes. Quem mostra como funciona é o repórter Alberto Gaspar.
O programa já tem dez anos e atinge mais de 75 países. Chega ao Brasil pelo Vale do Jequitinhonha, no norte de Minas. A meta: evitar doenças causadas por água contaminada.
“Já salvamos mais de 43 mil vidas, no mundo. O objetivo do projeto é salvar uma vida por hora”, afirma a gerente de comunicação da P&G, Juliana Gattaz.
Durante um ano, 25 mil pessoas, de oito municípios, vão ter acesso aos envelopes. O conteúdo é fabricado somente para o programa, não é produto comercial.
O tratamento, aprovado pela Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, não serve para água que contenha resíduos químicos, industriais. Só elimina impurezas orgânicas, como as que existem, por exemplo, em um lago do Parque do Ibirapuera, em São Paulo.
As aves aquáticas não parecem ter queixas. Nem a tartaruga. Mas quem mais se arriscaria a beber essa água?
“Tomar água do lago? Assim como ela está, não”,  diz a auxiliar de limpeza Aureliza Ferreira Rocha.
O teste que o Jornal Nacional acompanhou deixou muita gente curiosa. O processo, com dez litros de água, demora uns 30 minutos. Primeiro, a mistura. Cinco minutos em ritmo constante. A seguir, o que parece milagre: a sujeira vai desaparecendo. Se separa da água. “É mágica? Que da hora!”, diz uma mulher.
Depois da filtragem, é preciso esperar mais 20 minutos, para o desinfetante eliminar todos os microorganismos. Hora de provar.
“Mas não é assim levinha, não. É uma aguinha meio pesadinha, mas não com gosto”, conta a mulher.
JN: Parece água de torneira
“É como se fosse um cloro, que é o desinfetante”, diz um homem.
“Com a falta de água que a gente está tendo, acho um negócio muito interessante. Me chamou bem a atenção mesmo”, diz outra mulher


COMENTARIO:
Sem dúvida a falta de água é um problema que se torna cada dia mais presente em todo o mundo. O Brasil, apesar de ser, o país com maior disponibilidade de água doce do mundo vem sofrendo com racionamentos causados tanto por conta de causas naturais, como secas e estiagens, como também pelo efeito antrópico através de consumo irracional, poluição e deficiência em obras estruturantes, de fundamental importância. Projetos como este de tratamento rápido e eficiente, de águas contaminadas com material orgânico, são avanços no desenvolvimento de paliativos a fim de enfrentar a falta de água apropriada para consumo humano, porém também são avisos de que estamos caminhando na direção errada no que tange à exploração dos recursos naturais para manter um estilo de vida insustentável. É crucial destacar o papel paliativo de descobertas como a da mistura que desinfeta a água. Porque se existe algo que pode influir radicalmente no problema da água no mundo, é a conscientização das pessoas que elas não podem ser irresponsáveis ao ponto de consumir sem pensar no amanhã.

FONTE: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2014/11/produto-elimina-bacterias-da-agua-como-uma-estacao-de-tratamento.html

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