sábado, 22 de novembro de 2014

Água mortífera transformando-se em água viva - O TRATAMENTO DO CHORUME

Chorume
 
O chorume, também conhecido como líquido percolado, é uma substância líquida resultado do processo de degradação e solubilização de resíduos sólidos provenientes de lixões,  ou seja, locais destinados ao resíduo sólido urbano (RSU) e também em cemitérios, sendo que o nome dado ao líquido resultante da decomposição de cadáveres é o necrochorume.

Viscoso e com cheiro bastante forte, é altamente poluente já que em sua composição varia de acordo com diversos fatores, entre eles, o tipo de detritos descartados sobre o solo, o tipo de solo da região, o teor de umidade do local, a quantidade de oxigênio distribuída, a forma como foi implantado o aterro sanitário, sua localização em relação ao lençol freático, entre outros. De um modo geral, na constituição desse líquido se encontram substâncias orgânicas ( principalmente carbono e nitrogênio orgânico), além de materiais inorgânicos, como mercúrio, cobre, chumbo, arsênio, cádmio, cobalto e cromo, além de excrementos humanos e animais. Além disso, tem um grande potencial de atrair vetores de doenças.
 
Composição do chorume

Estudos realizados, com amostras de chorume provenientes de diferentes aterros sanitários, demonstraram diferenças significativas em suas composições. Em geral, o chorume pode ser caracterizado como uma solução aquosa contendo (vide Tabela):

Composição do chorume de aterros sanitários.
Composição do chorume de aterros sanitários.
Parâmetro Faixa
.pH 4,5 – 9
Sólidos totais 2000 – 60 000
Matéria orgânica (mg/L)
Carbono orgânico total 30 – 29 000
Demanda biológica de oxigênio (DBO5) 20 – 57 000
Demanda química de oxigênio (DQO) 140 – 152 000
DBO5/DQO 0,02 - 0,80
Nitrogênio orgânico 14 – 2500
Macrocomponentes inorgânicos(mg/L)
Fósforo total 0,1 – 23
Cloretos 150 - 4500
Sulfatos 8-7750
HCO3- 610-7320
Sódio 70-7700
Potássio 50-3700
Nitrogênio amoniacal 50-2200
Cálcio 10-7200
Magnésio 30-15 000
Ferro 3-5500
Manganês 0,03-1400
Sílica 4-70
Elementos traços inorgânicos (mg/L)
Arsênico 0,01-1
Cádmio 0,0001-0,4
Cromo 0,02-1,5
Cobalto 0,005-1,5
Cobre 0,005-10
Chumbo

Como se Forma

O lixo doméstico comumente possui uma dada quantidade de água, oriunda da umidade do ar e do processo de decomposição da matéria orgânica. Essa água percorre lixões e aterros sanitários com a ajuda das chuvas, dissolvendo substâncias presentes em tais locais e formando um líquido extremamente poluente denominado chorume.
A decomposição dos resíduos sólidos, depositados em aterros sanitários, é um processo dinâmico comandado por organismos decompositores de matéria orgânica, sendo em sua maioria bactérias heterotróficas, aeróbias e facultativas. Esta decomposição pode ser descrita pelas fases aeróbia e anaeróbia.
A fase aeróbia ocorre durante o primeiro mês de deposição e recobrimento do lixo na vala. A ação de decomposição é realizada pelas bactérias aeróbias que utilizam o oxigênio presente no interior do aterro. É mais intensa no início e a medida que o oxigênio vai ficando escasso a decomposição torna-se mais lenta. A presença de águas pluviais exerce grande influência sobre esta fase, pois facilita a redistribuição de nutrientes e microrganismos ao longo do aterro sanitário.
Quando todo o oxigênio é consumido, inicia-se a fase anaeróbia, onde a decomposição ocorre através dos organismos anaeróbios e/ou facultativos que hidrolisam e fermentam celulose e outros materiais presentes no resíduo. Esta fase é caracterizada pela redução da concentração de carbono orgânico, altos níveis de amônia e largo espectro de metais, representando considerável potencial de risco para o meio ambiente. A fase anaeróbia pode demorar vários anos para estar completa.
Diversos fatores contribuem para que o resíduo da decomposição do lixo (chorume) seja complexo e apresente significativas variações em sua composição. Dentre as mais importantes contam-se: dinâmica de decomposição ao longo do tempo, variações na forma de operação do aterro sanitário, na composição dos resíduos depositados, no volume de chuvas e outras alterações climáticas.

Danos aos meio ambiente

Como agente poluente, pode causar sérios danos ao meio ambiente, pois além da baixa biodegradabilidade, possui metais pesados os quais os organismos são incapazes de eliminar, acumulando-os. Embora muitos metais sejam essenciais para o crescimento dos organismos e para suas reações biológicas, o seu acúmulo em altos níveis é tóxico e causa sérios riscos, tanto para as plantas quanto para os animais, e consequentemente passando esses elementos para os predadores, o que pode danificar os sistemas biológicos e os processos bioquímicos a curto, médio e longo prazo.
Já foi observado que esse acúmulo de metais pesados pode acarretar diversos problemas de saúde, como diarreia, tumores no fígado e tireoide, dermatoses, problemas pulmonares, rinite alérgica, além de alterações gastrointestinais e neurológicas.
Ao circular pelo solo em que o lixo foi depositado, o chorume carrega microrganismos, metais pesados, nitratos e fosfatos, entre muitas outras substâncias. Dessa forma, é possível que o líquido atinja o lençol freático (reservatório de água subterrânea proveniente da água da chuva infiltrada no solo), poluindo-o. Quando o lençol freático é contaminado pelo chorume, as águas superficiais, como rios, lagos e minas também são poluídas, uma vez que são abastecidas por ele. Com a contaminação da água, as espécies aquáticas e as plantações irrigadas também são acometidas.
O chorume apresenta, ainda, uma elevada concentração de demanda biológica de oxigênio (DBO), um parâmetro utilizado para determinar a quantidade de oxigênio necessária na degradação da matéria orgânica por processos bioquímicos. O aumento desse índice representa um grave problema ambiental: quando a necessidade de oxigênio é muito alta, pode ocorrer, como alternativa, a decomposição anaeróbia da matéria (sem presença de oxigênio), o que leva à produção de gases tóxicas como metano, gás carbônico, mercaptanas, amônia, fenóis e outros


Coleta do Chorume

Aterro sanitário
Foto: agecombahia


O sistema de coleta do chorume é feito, normalmente, na base do aterro, onde o material é capitado através de drenos. Só depois de coletado ele é enviado para lagoas ou tanques preparados para receber o efluente. Esses tanques devem ser fechados e as lagoas impermeabilizadas, para receber de forma correta o material.

Tratamento de Chorume

Depois da coleta, o chorume segue para o tratamento antes de ser reutilizado ou descartado. O tratamento é feito no mesmo local onde o material foi coletado. Dentre as formas de tratamento estão:
  • Tratamento Biológico: realizado nas lagoas anaeróbicas, aeróbicas e de estabilização;
  • Tratamento por Oxidação: onde é feita a queima e a evaporação do chorume;
  • Tratamento Químico: onde ocorre adição de substâncias químicas ao chorume.

No Brasil, a forma mais comum de tratamento é o biológico, por ser considerado bastante eficiente em aterros novos e com um alto teor de material bioquímico.

Tratamento Biológico
Tratamento de chorume
Foto: gtzecosan


Este processo pode ser afetado por fatores como clima, idade do aterro e quantidade de carga orgânica existente no chorume. Pode-se dizer que ele é composto por três unidades:
  • Lagoa Anaeróbica: onde o chorume fica em tratamento por sete dias. A degradação da matéria orgânica ocorre na falta de oxigênio. A profundidade dessa lagoa deve ser de dois a quatro metros;
  • Lagoa Aeróbica: após sair da Lagoa Anaeróbica, o chorume recebe uma oxigenação forçada por três a cinco dias. Nessa etapa ocorre a remoção de metais pesados;
  • Lagoa de Estabilização: depois de passar pela Lagoa Aeróbica, o chorume se transforma em lodo que é posto em um leito de secagem, onde, depois de seco, poderá ser descartado da forma correta.

O tratamento Biológico se caracteriza pela eficiência, simplicidade e baixo custo. O chorume é tratado com base na estabilização da matéria orgânica. E mais, se o aterro não dispuser de condições para manter as três lagoas, pode optar pela escolha de uma delas. Assim, o chorume será tratado, de acordo com o mecanismo da lagoa escolhida (ou anaeróbica, ou aeróbica, ou de estabilização). Porém deste modo, o resíduo líquido não poderá ser reaproveitado ou mesmo despejado, só armazenado.

CHORUME,IMPACTOS AMBIENTAIS POSSIBILIDADES DE TRATAMENTO:
TECNOLOGIAS AVS APLICADAS:
COM TECNOLOGIA PRÓPRIA E PATENTEADA PELA AVS, APRESENTAMOS AOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS UM NOVO CONCEITO PARA O TRATAMENTO E DESTINAÇÃO DOS LÍQUIDOS CHORUME.
Trata-se de um novo e moderno projeto ambiental para o tratamento e destinação correta dos líquidos chorume existente em quase 98% dos grandes e pequenos aterros sanitários, lixões a céu aberto e os famosos piscinões chorume existentes nos grandes aterros sanitários.
No processo desenvolvido pela AVS, o líquido chorume é coletado por bombas especiais e centrifugados em tanques especiais de inox ou de fibra e através de processo químico e eletroquímico, o chorume misturado com uma solução química e tratado e modificado seu estado físico de pastoso para leitoso.
O estado que quimicamente modifica o chorume, e local não sendo necessário o transporte do mesmo para o beneficiamento minimizando custos.
Uma vez que modificado o estado pastoso para leitosa, o mesmo torna-se um liquido condutivo passivo de receber corrente elétrica e conduzir a energia de um ponto para o outro catodo ou ânodo.
Neste estado, o liquido já leitoso e condutor de energia por bomba e gravidade o liquido e levado a uma camará de eletrólise de até 1500 amper hora em baixa tensão entre 48 a 96 volts em corrente continua.
O liquido já dentro da camará, recebe a corrente elétrica e começa o processo de quebra das moléculas semelhante a produção de hidrogênio, o liquido em circulação dentro da camará e aquecido até 90 graus e começa a produzir vapor e gás simultaneamente.
O vapor e gás por uma bomba de sucção e em um pulmão separado o vapor do gás onde o vapor condensa e volta para a camará em um processo continuo e fechado, já o gás e separado e pressurizado em um cilindro até 80 bar de pressão.
A tecnologia aplicada e inovadora e única no Brasil para o tratamento do chorume desenvolvida pela equipe AVS sobre a coordenação do pesquisador e projetista mecânico Almir Vital.
Os gases já pressurizados em cilindros possui infinitas aplicações industriais como: geração de energia limpa, coogeração, aquecimento industriais e produção de hidrogênio para fins hospitalar.
Os gases advindos deste processo possui um poder calorífico de 1800 graus semelhante ao gás oxídrico desenvolvido pela AVS para produção de energia, outros estudo continua em evolução nos laboratórios da AVS na cidade de Campinas – SP, em parcerias com algumas instituições renomadas.
Em testes e ensaios práticos, pode ser verificado que a cada 6 mil litros de chorume já tratado e transformado em gás, se produz em o equivalente a 3.5 MW de energia, sendo independente se for em caldeira ou motores ciclo Otto e em ambos, não há poluentes do processo de combustão cujo o resíduo final é vapor seco ou úmido.
O processo industrial aplicado com a tecnologia desenvolvida pela AVS que modifica o estado físico do chorume não há sobra de resíduo pesados ou leves que tenha que haver outro tratamento, uma vez centrifugado as partículas existentes são minuscamente triturados e refinado antes do estado leitoso permitindo que todo os matérias existentes no chorume, seja definitivamente dissolvidos em menor partículas vindo a se decompor com a corrente elétrica já na camará de eletrolise para transformação de vapor e consecutivamente em gás e energia.
Os projetos técnicos construtivos são elaborados e desenvolvidos pela AVS, sendo estudado criteriosamente o local de implantação e a viabilidade econômica, uma vez identificada a viabilidade a usina poderá ser construída em até 180 dias, as unidades são moveis e modulares podendo ser deslocada para qualquer local e região, bem como o gás, também, poderá ser a granel transportado para o ponto de consumo e afins.
O equipamento uma vez implantado e em operação, terá sua manutenção preventiva a cada 06 meses onde são trocadas as placas da camará de eletrolise, reparos e a solução química, as usinas são construídas de acordo com a capacidade de chorume existente cuja a medida será em litros x tonelada calculado pela área onde e depositado o lixo ou em piscinões existentes.


 COMENTÁRIO:
O tratamento do chorume é de fundamental importância, pois esta substancia é muito nociva para o meio ambiente, podendo contaminar o solo, os lençóis freáticos, causar danos a saúde humana, proliferação de pragas e etc. Projetos de tratamento pode transformar a nossa realidade, pois muitos aterros sanitários no nosso pais, não estão adequados para o destino do lixo e do chorume, projetos como transformar o chorume em aguá limpa, em compostagem (adubo), energia eletrica podem da um rumo a este problema e também gerar lucro! 

A baixo lanço o link de uma reportagem do Jornal Nacional para o tratamento do Chorume.

https://www.youtube.com/watch?v=KArpebSSaL4

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Campanha de Verão "Mostre seu poder"

Com pequenas mudanças no dia a dia com relação ao uso da água, é possível conseguir grandes benefícios, incluindo uma conta mais baixa. Com o tema “Mostre o seu poder”, na campanha de verão da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), pessoas que tomaram consciência sobre a necessidade do consumo racional da água são transformadas em heróis e se tornam defensores de atitudes responsáveis. A linguagem em estilo de HQ traz o humor com referências baianas como forma de chamar atenção para a economia de água. Veja abaixo um dos videos da campanha.


Outro ponto importante é chamar a atenção sobre a conta de água que aumenta de valor em decorrência dos litros consumidos a mais na estação (verão). “Na maioria das vezes, o aumento de consumo está relacionado com a chegada da estação quente, quando as pessoas acabam gastando mais água, às vezes mesmo sem perceber. Há uma mudança de rotina. Por isso, a campanha é mais um instrumento de alerta para se evitar o desperdício, garantindo um consumo sustentável e afastando o risco de estourar a fatura”, ressalta o presidente da Embasa, Abelardo de Oliveira Filho.

http://www.embasa.ba.gov.br/content/campanha-de-ver%C3%A3o-2014-mostre-seu-poder


Comentário:

Campanhas que alertam contra vazamento e trazem dicas de como evitar o desperdício de água é de grande importância é o meio mas rápido e eficaz de passar a mensagem e atingir o número máximo de pessoas.

 Daiana Teles

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Privatização dos Recursos Hídricos


- Trecho do filme "Encontro com Milton Santos"


"De quem é a água? Quem pode controlá-la?"
A água é um bem econômico ou a água é um bem comum global?

Este vídeo contextualiza com o filme "FLOW- Por amor à água". Retoma-se aqui a questão da privatização da água. Será que a solução para os problemas relacionados à má distribuição deste bem está em privatizá-lo?
Os dois vídeos fazem uma excelente reflexão sobre este assunto. A privatização da água transformaria este bem precioso em mercadoria. Privatizar a água significa privar uma boa parcela da população mundial de uma substância essencial à vida.
Os vídeos ressaltam o perigo de se priorizar o lucro em detrimento dos direitos humanos e alerta para a possibilidade de que nações  inteiras sejam devastadas pela falta de água.

Link: https://www.youtube.com/watch?v=UON3jh8fSI0

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Lavadora de louças vs Lavar a louça à mão


Ian Somerhalder Foundation 
Getty Images  














Como é que a tecnologia em uma cozinha tradicional se comporta contra um ser humano lavando as louças? Qual deles usa menos água e energia? Em última análise, qual opção é melhor para o ambiente? 

Vamos dar uma olhada! 

A máquina de lavar louça padrão usa entre 22-34 litros de água por ciclo e, em modo econômico, usa entre 7.5-19 litros. De acordo com Colin Dunn (Informações em inglês), “uma máquina de lavar louças “padrão” tem uma capacidade igual ou superior a lavar a louça de uma refeição servida para até oito pessoas ,” uma boa notícia para aqueles com famílias maiores. Um modelo mais novo poderia até usar menos água por ciclo, no entanto, um problema comum é que resíduos de alimentos são deixados para trás quando o ciclo acaba, o que significa que um novo ciclo deve ser iniciado. Para evitar esse problema, uma boa idéia é raspar o quanto for possível dos resíduos de seu prato no lixo antes de colocá-lo na máquina de lavar. 

E quanto a questão do consumo de energia? Dunn cita que uma máquina de lavar louças ecológicamente amigável e que utiliza 15 litros de água por ciclo, usa algo entre “0,87 kWh até 1,59 kWh por carga” de energia e que, “utilizando os números de emissões de dióxido de carbono do Departamento Americano de Energia, serão emitidos 607 gramas de CO2 por kWh, o que significa que 526 gramas de dióxido de carbono são emitidas por carga". Estes números parecem ser melhores do que a energia necessária para aquecer a água continuamente enquanto lavamos a louça a mão. No entanto, a limpeza e eficiência energética dependerá do modelo de máquina de lavar louças que você tem. 

Quando se trata da lavagem manual da louça, a torneira comum pode disperdiçar entre 7,5-19 litros de água por minuto e usar mais energia para aquecer a água, o que conclui definitivamente que este método é o menos eco-eficiente. Mas espere! Se você conseguir lavar a mão, em sua pia a mesma quantidade de louça que uma máquina de lavar louças “padrão” de uma forma mais eficaz, então você automaticamente salva mais água. Impossível, você diz? Não de acordo com Paul Wheaton, que experimentou com seu próprio método de lavar louça. Ele reaproveita a água de enxague para lavagem e toma cuidado de não deixar a água correr continuamente. Para economizar energia, considere o uso de água fria para enxaguar. 

Assim, entre os dois métodos, o vencedor é a lavagem de louça a mão... embora ela tenha vencido por pouco. Máquinas de lavar louça têm configurações que podem utilizar menos água e energia, mas dependendo da limpeza, você pode ter que executar outro ciclo. Máquinas de lavar louça também usam a mesma quantidade de água toda vez, não importa quantos pratos estejam dentro dela. Lavar pratos à mão é um método eficaz, pois você pode controlar a quantidade de água e energia que você usa e o quão limpos seus pratos ficam. O que você acha?


Links & Recursos adicionais:




 Fonte: Ian Somerhalder Foundation


Comentário: A comparação feita acima conclui que lavar a louça à mão é mais benéfica para o meio ambiente. Contudo, vale fazer uma ressalva: para ambientes comerciais (restaurantes, bares...), talvez não seja assim tão econômico. Nesses ambientes, por terem louças em grande quantidade, o uso de máquinas reduz o consumo de água em razão dos ciclos de lavagens otimizados que garantem a limpeza em grande escala. Fato este que se diverge da condição doméstica.

P.S.: Como pode ser observado, essa reportagem é de origem estrangeira (americana) e é por isso que se fala em "aquecer a água" com naturalidade; diferentemente, aqui no Brasil, normalmente, utiliza-se a água fria. Logo, não há que se falar em gasto de energia no ato da lavagem à mão. 


sábado, 1 de novembro de 2014

Economizar Água

Água de reúso


Cuidar da expansão da estrutura operacional existente, assim como buscar novas fontes para ampliar a oferta de água.

A Sabesp desenvolve ações e tecnologias com vistas a ampliar o reúso de efluentes gerados a partir do tratamento de esgotos para fins industriais, refrigeração de equipamentos e outras aplicações não potáveis.

Nesta direção, uma das principais realizações da companhia foi a entrada em operação do Aquapolo Ambiental, uma parceria da Sabesp com a Foz do Brasil (Grupo Odebrecht), que formaram uma Sociedade de Propósito Específico (SPE). O Aquapolo terá capacidade para fornecer até mil litros por segundo para o Polo Petroquímico de Capuava, no ABC paulista.

Com o Aquapolo, a Sabesp ampliou em 13 vezes a sua produção de água de reúso. Hoje, é possível fornecer 395 milhões de litros de água por mês nas estações de tratamento de esgotos  ABC, Barueri, Parque Novo Mundo, São Miguel Paulista e Jesus Neto.

Em 2012, a Empresa iniciou estudos de concepção para construir uma estação de tratamento de reúso na estação Parque Novo Mundo, com o objetivo de fornecer o produto a indústrias têxteis.


Invenções malucas uteis para economizar água


Conheça dez dispositivos criativos que ajudam a economizar água

Já existem muitas idéias para economia de água. Mesmo algumas sendo meio malucas, têm eficiência comprovada, mas a maior parte ainda não foi colocada em prática. Abaixo, segue uma lista de alguns dispositivos inusitados para evitar desperdício e reutilizar água:
1) Privada máquina de lavar


Uma máquina de lavar dentro do banheiro. A água desperdiçada quando lavamos roupa é reutilizada no vaso sanitário mais tarde. Um conceito sustentável de dispositivo de água.
2) Pia reutilizadora


A Hughie Of Australia inventou uma pia de cozinha que armazena a água que iria para o esgoto e poupa 80% da água. Assim, essa água suja que pode ser reutilizada para regar plantas caso não tenha sido misturada com detergente. Se houver mistura, ela pode ser usada para lavar carros, por exemplo.
3) Mictório com torneira


Uma ideia simples: combinar dois itens essenciais de um banheiro. A água da pia é reutilizada na descarga do vaso sanitário. Um vidro opaco e fosco esconde a função secundaria do dispositivo. O resultado é um sistema de reutilização que poupa espaço, tubulação e água.
4) Mangueira de banheira


O chamado Ban Beater é um sifão com mangueiras ligadas que sugam toda água suja de um banho de banheira. O inventor, Dominic Flinton, diz que um simples puxão basta para encher a mangueira. Então, a água reciclada pode ser quintal, frente da casa. Flinton se inspirou nos anos de seca da Inglaterra para criar o dispositivo que lhe permitiu regar seu jardim durante anos.
Fonte: Sabsp / Revoada
Comentário: 
Não é só porque o Sistema Cantareira, de São Paulo, entrou em colapso que é preciso economizar água. É importante praticar o consumo consciente em qualquer condição de oferta, em todos os períodos do ano. E a economia de água é capaz de fazer coisas que você nem imagina. Reveja sua rotina, toda vez em que for utilizar água ou luz, preste atenção e evite excessos! Não existe vida sem água! Esse assunto é sério. Contribua e faça o uso consciente desse recurso tão importante.

Daiana Teles.

Poluição da água


Poluição da água é a contaminação de corpos de água por elementos que podem ser nocivos ou prejudiciais aos organismos e plantas, assim como a atividade humana. O resultado da contaminação traduz-se como água poluída.

Classificação

Os contaminantes podem ser classificados como:A Poluição pontual, onde o foco de poluição facilmente identificável como emissora de poluentes, como no caso de águas residuais, industriais, mistos ou de minas. Como poluição difusa, onde não existe propriamente um foco definido de poluição, sendo a origem difusa, tal como acontece nas drenagens agrícolas, águas pluviais e escorrimento de lixeiras.

Agentes Químicos
·         Orgânicos (biodegradáveis ou persistentes):Proteínas, gorduras, hidratos de carbono, Ceras, solventes entre outros.
·         Inorgânicos: Ácidos, álcoois, tóxicos, sais solúveis ou inertes.

Agentes físicos
·         Radioatividade, Calor, Modificação do sistema terrestre, através de movimentação de terras ou similares.

·         Agentes Biológicos
As coliformes são um bioindicador normalmente utilizado na análise da qualidade microbiológica da água, embora não seja uma real causa de doenças. Outras vezes microrganismos encontrados nas águas de superfície, que têm causado problemas para a saúde humana incluem:
·         Microscópicos, como Vírus, Bactérias, Protozoários, Helmintos (platelmintos e nematelmintos), Algas.
·         Macroscópicos, como animais e plantas não pertencentes ao habitat natural em sobre-exploração.

Efeitos dos poluentes nos meios aquáticos
A introdução de substancias poluentes nos corpos aquáticos, ao modificar as características do meio, altera a relação entre produtores e consumidores. Se diminuir o oxigênio dissolvido, as espécies que realizam fotossíntese têm tendência a proliferar, enquanto as que necessitam do oxigênio na respiração, podendo resultar numa situação de Hipóxia. Esta alteração da relação entre produtores e consumidores pode levar igualmente à proliferação de algas e organismos produtores de produtos tóxicos. A inserção de compostos tóxicos pode ser absorvida pelos organismos, ocorrendo bioacumulação, compostos que entrando na cadeia alimentar pode causar sérios danos ao ser humano. Pelo menos 2 milhões de pessoas, principalmente crianças com menos de 5 anos de idade, morrem por ano no mundo devido a doenças causadas pela água contaminada, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Floração das águas
Este fenômeno é causado pelo uso agrícola de fertilizantes, que contêm fósforo e azoto que ao atingir os cursos de água, nutrem as plantas aquáticas. Naturalmente, o fosforo e o azoto estão em deficit nos sistemas aquáticos, limitando o crescimento dos produtores primários. Com o aumento destes nutrientes, a sua população tende a crescer descontroladamente, diminuindo a transparência da água e com isso causando a diminuição de luz solar. Esta diminuição afeta a população de macrofilas submersas, diminuindo assim a diversidade do habitat, e provocando uma redução na capacidade de alimentos para inúmeros microrganismos, empobrecendo as comunidades de invertebrados e vertebrados.

Eutrofização
A eutrofização ou eutrofização é um fenômeno causado pelo excesso de nutrientes (compostos químicos ricos em fósforo ou nitrogênio, normalmente causado pela descarga de efluentes agrícolas, urbanos ou industriais) num corpo de água mais ou menos fechado, o que leva à proliferação excessiva de algas, que, ao entrarem em decomposição, levam ao aumento do número de microrganismos e à consequente deterioração da qualidade do corpo de água.

Hipóxia

O aumento de organismos consumidores de oxigênio pode levar a um fenômeno de baixa concentração de Oxigênio que ocorre em ambientes aquáticos. Ocorre quando a concentração de oxigênio dissolvido (OD) encontra-se a níveis reduzidos, ao ponto de causar danos nos organismos aquáticos presentes no ecossistema. A concentração de oxigênio dissolvido geralmente é expressa em quantidade de O2 dissolvido na água em mg.L-1, sendo que os valores normais situam-se a volta de 8 mg L-1 a 25 °C entre 0 e 1.000 m de altitude.

A água poluída pode causar diversos efeitos prejudiciais à saúde humana, tais como: 
febre tifóide, cólera, disenteria, meningite e hepatites A e B.

Transmissão de doenças
Pode ser igualmente por vectores de contaminação por doenças transportadas por mosquitos, como paludismo, dengue, malária, doença do sono, febre amarela. Pode conter parasitas como verminoses, enquanto a escassez da água pode gerar ou potenciar doenças como a lepra,tuberculose, tétano e difteria.
As águas poluídas por efluentes líquidos industriais podem causar contaminação por metais pesados que geram tumores hepáticos e de tiroide, alterações neurológicas, dermatoses, rinites alérgicas, disfunções gastrointestinais, pulmonares e hepáticas. No caso de contaminação por mercúrio, podem ocorrer anúria e diarreia sanguinolenta.
A dengue é uma doença que se propagam somente na água. Porém, essa água tem que estar parada e limpa para a criação do inseto.

Referências
1.    Ir para cima↑ NOAA's National Ocean Service Education: Nonpoint Source Pollutionoceanservice.noaa.gov. Visitado em 2009-04-03.
2.    Ir para cima↑ EPA. Polluted Runoff (Nonpoint Source Pollution). Visitado em 3 de Abril de 2009.
3.    Ir para cima↑ NOAA's National Ocean Service Education: Nonpoint Source Pollutionoceanservice.noaa.gov. Visitado em 2009-04-03.
4.    ↑ Ir para:a b FS-027-01--A Primer on Water Quality pubs.usgs.gov. Visitado em 2009-04-03.






Comentário:

 A poluição das águas é uma questão de conscientização da sociedade brasileira, devemos utilizar nossa água com responsabilidade para que no futuro não haja uma guerra pela sobrevivência provido pela escassez da água a grande maioria do povo brasileiro ainda não está prepara para tais eventualidades futuras, um dos maiores exemplos é a Seca na Região Nordeste e quem diria, se estendendo para a Região Sudeste “São Paulo”  e isso trás consequências seríssimas para toda população, então preserve, conserve, zele, proteja sua água para não sofrer depois.

Daiana Teles.