Chorume
O chorume, também conhecido como líquido percolado, é uma substância líquida resultado do processo de degradação e solubilização de resíduos sólidos provenientes de lixões, ou seja, locais destinados ao resíduo sólido urbano (RSU) e também em cemitérios, sendo que o nome dado ao líquido resultante da decomposição de cadáveres é o necrochorume.
Viscoso e com cheiro bastante forte, é altamente poluente já que em sua composição varia de acordo com diversos fatores, entre eles, o tipo de detritos descartados sobre o solo, o tipo de solo da região, o teor de umidade do local, a quantidade de oxigênio distribuída, a forma como foi implantado o aterro sanitário, sua localização em relação ao lençol freático, entre outros. De um modo geral, na constituição desse líquido se encontram substâncias orgânicas ( principalmente carbono e nitrogênio orgânico), além de materiais inorgânicos, como mercúrio, cobre, chumbo, arsênio, cádmio, cobalto e cromo, além de excrementos humanos e animais. Além disso, tem um grande potencial de atrair vetores de doenças.
Composição
do chorume
Estudos
realizados, com amostras de chorume provenientes de diferentes
aterros sanitários, demonstraram diferenças significativas em suas
composições. Em geral, o chorume pode ser caracterizado como uma
solução aquosa contendo (vide Tabela):
Composição do chorume de aterros sanitários.
Composição do chorume de aterros
sanitários.
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| Parâmetro | Faixa |
| .pH | 4,5 – 9 |
| Sólidos totais | 2000 – 60 000 |
| Matéria orgânica (mg/L) | |
| Carbono orgânico total | 30 – 29 000 |
| Demanda biológica de oxigênio (DBO5) | 20 – 57 000 |
| Demanda química de oxigênio (DQO) | 140 – 152 000 |
| DBO5/DQO | 0,02 - 0,80 |
| Nitrogênio orgânico | 14 – 2500 |
| Macrocomponentes inorgânicos(mg/L) | |
| Fósforo total | 0,1 – 23 |
| Cloretos | 150 - 4500 |
| Sulfatos | 8-7750 |
| HCO3- | 610-7320 |
| Sódio | 70-7700 |
| Potássio | 50-3700 |
| Nitrogênio amoniacal | 50-2200 |
| Cálcio | 10-7200 |
| Magnésio | 30-15 000 |
| Ferro | 3-5500 |
| Manganês | 0,03-1400 |
| Sílica | 4-70 |
| Elementos traços inorgânicos (mg/L) | |
| Arsênico | 0,01-1 |
| Cádmio | 0,0001-0,4 |
| Cromo | 0,02-1,5 |
| Cobalto | 0,005-1,5 |
| Cobre | 0,005-10 |
| Chumbo | |
Como
se Forma
O
lixo doméstico comumente possui uma dada quantidade de água,
oriunda da umidade do ar e do processo de decomposição da matéria
orgânica. Essa água percorre lixões e aterros sanitários com a
ajuda das chuvas, dissolvendo substâncias presentes em tais locais e
formando um líquido extremamente poluente denominado chorume.
A
decomposição dos resíduos sólidos, depositados em aterros
sanitários, é um processo dinâmico comandado por organismos
decompositores de matéria orgânica, sendo em sua maioria bactérias
heterotróficas, aeróbias e facultativas. Esta decomposição pode
ser descrita pelas fases aeróbia e anaeróbia.
A
fase aeróbia ocorre durante o primeiro mês de deposição e
recobrimento do lixo na vala. A ação de decomposição é realizada
pelas bactérias aeróbias que utilizam o oxigênio presente no
interior do aterro. É mais intensa no início e a medida que o
oxigênio vai ficando escasso a decomposição torna-se mais lenta. A
presença de águas pluviais exerce grande influência sobre esta
fase, pois facilita a redistribuição de nutrientes e microrganismos
ao longo do aterro sanitário.
Quando
todo o oxigênio é consumido, inicia-se a fase anaeróbia, onde a
decomposição ocorre através dos organismos anaeróbios e/ou
facultativos que hidrolisam e fermentam celulose e outros materiais
presentes no resíduo. Esta fase é caracterizada pela redução da
concentração de carbono orgânico, altos níveis de amônia e largo
espectro de metais, representando considerável potencial de risco
para o meio ambiente. A fase anaeróbia pode demorar vários anos
para estar completa.
Diversos
fatores contribuem para que o resíduo da decomposição do lixo
(chorume) seja complexo e apresente significativas variações em sua
composição. Dentre as mais importantes contam-se: dinâmica de
decomposição ao longo do tempo, variações na forma de operação
do aterro sanitário, na composição dos resíduos depositados, no
volume de chuvas e outras alterações climáticas.
Danos
aos meio ambiente
Como agente
poluente, pode causar sérios danos ao meio ambiente, pois além da
baixa biodegradabilidade, possui metais pesados os quais os
organismos são incapazes de eliminar, acumulando-os. Embora muitos
metais sejam essenciais para o crescimento dos organismos e para suas
reações biológicas, o seu acúmulo em altos níveis é tóxico e
causa sérios riscos, tanto para as plantas quanto para os animais, e
consequentemente passando esses elementos para os predadores, o que
pode danificar os sistemas biológicos e os processos bioquímicos a
curto, médio e longo prazo.
Já foi
observado que esse acúmulo de metais pesados pode acarretar diversos
problemas de saúde, como diarreia, tumores no fígado e tireoide,
dermatoses, problemas pulmonares, rinite alérgica, além de
alterações gastrointestinais e neurológicas.
Ao circular
pelo solo em que o lixo foi depositado, o chorume carrega
microrganismos, metais pesados, nitratos e fosfatos, entre muitas
outras substâncias. Dessa forma, é possível que o líquido atinja
o lençol freático (reservatório de água subterrânea proveniente
da água da chuva infiltrada no solo), poluindo-o. Quando o lençol
freático é contaminado pelo chorume, as águas superficiais, como
rios, lagos e minas também são poluídas, uma vez que são
abastecidas por ele. Com a contaminação da água, as espécies
aquáticas e as plantações irrigadas também são acometidas.
O chorume
apresenta, ainda, uma elevada concentração de demanda biológica de
oxigênio (DBO), um parâmetro utilizado para determinar a quantidade
de oxigênio necessária na degradação da matéria orgânica por
processos bioquímicos. O aumento desse índice representa um grave
problema ambiental: quando a necessidade de oxigênio é muito alta,
pode ocorrer, como alternativa, a decomposição anaeróbia da
matéria (sem presença de oxigênio), o que leva à produção de
gases tóxicas como metano, gás carbônico, mercaptanas, amônia,
fenóis e outros
Coleta do Chorume
Foto: agecombahia
O
sistema de coleta do chorume é feito, normalmente, na base do
aterro, onde o material é capitado através de drenos. Só depois de
coletado ele é enviado para lagoas ou tanques preparados para
receber o efluente. Esses tanques devem ser fechados e as lagoas
impermeabilizadas, para receber de forma correta o material.
Tratamento de Chorume
Depois
da coleta, o chorume segue para o tratamento antes de ser reutilizado
ou descartado. O tratamento é feito no mesmo local onde o material
foi coletado. Dentre as formas de tratamento estão:
- Tratamento Biológico: realizado nas lagoas anaeróbicas, aeróbicas e de estabilização;
- Tratamento por Oxidação: onde é feita a queima e a evaporação do chorume;
- Tratamento Químico: onde ocorre adição de substâncias químicas ao chorume.
No
Brasil, a forma mais comum de tratamento é o biológico, por ser
considerado bastante eficiente em aterros novos e com um alto teor de
material bioquímico.
Tratamento Biológico
Foto: gtzecosan
Este
processo pode ser afetado por fatores como clima, idade do aterro e
quantidade de carga orgânica existente no chorume. Pode-se dizer que
ele é composto por três unidades:
- Lagoa Anaeróbica: onde o chorume fica em tratamento por sete dias. A degradação da matéria orgânica ocorre na falta de oxigênio. A profundidade dessa lagoa deve ser de dois a quatro metros;
- Lagoa Aeróbica: após sair da Lagoa Anaeróbica, o chorume recebe uma oxigenação forçada por três a cinco dias. Nessa etapa ocorre a remoção de metais pesados;
- Lagoa de Estabilização: depois de passar pela Lagoa Aeróbica, o chorume se transforma em lodo que é posto em um leito de secagem, onde, depois de seco, poderá ser descartado da forma correta.
O
tratamento Biológico se caracteriza pela eficiência, simplicidade e
baixo custo. O chorume é tratado com base na estabilização da
matéria orgânica. E mais, se o aterro não dispuser de condições
para manter as três lagoas, pode optar pela escolha de uma delas.
Assim, o chorume será tratado, de acordo com o mecanismo da lagoa
escolhida (ou anaeróbica, ou aeróbica, ou de estabilização).
Porém deste modo, o resíduo líquido não poderá ser reaproveitado
ou mesmo despejado, só armazenado.
CHORUME,IMPACTOS AMBIENTAIS POSSIBILIDADES
DE TRATAMENTO:
TECNOLOGIAS
AVS APLICADAS:
COM
TECNOLOGIA PRÓPRIA E PATENTEADA PELA AVS, APRESENTAMOS
AOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS UM NOVO CONCEITO PARA O TRATAMENTO E
DESTINAÇÃO DOS LÍQUIDOS CHORUME.
Trata-se
de um novo e moderno projeto ambiental para o tratamento e destinação
correta dos líquidos chorume existente em quase 98% dos grandes e
pequenos aterros sanitários, lixões a céu aberto e os famosos
piscinões chorume existentes nos grandes aterros sanitários.
No
processo desenvolvido pela AVS, o líquido chorume é coletado por
bombas especiais e centrifugados em tanques especiais de inox ou de
fibra e através de processo químico e eletroquímico, o chorume
misturado com uma solução química e tratado e modificado seu
estado físico de pastoso para leitoso.
O
estado que quimicamente modifica o chorume, e local não sendo
necessário o transporte do mesmo para o beneficiamento minimizando
custos.
Uma
vez que modificado o estado pastoso para leitosa, o mesmo torna-se um
liquido condutivo passivo de receber corrente elétrica e conduzir a
energia de um ponto para o outro catodo ou ânodo.
Neste
estado, o liquido já leitoso e condutor de energia por bomba e
gravidade o liquido e levado a uma camará de eletrólise de até
1500 amper hora em baixa tensão entre 48 a 96 volts em corrente
continua.
O
liquido já dentro da camará, recebe a corrente elétrica e começa
o processo de quebra das moléculas semelhante a produção de
hidrogênio, o liquido em circulação dentro da camará e aquecido
até 90 graus e começa a produzir vapor e gás simultaneamente.
O
vapor e gás por uma bomba de sucção e em um pulmão separado o
vapor do gás onde o vapor condensa e volta para a camará em um
processo continuo e fechado, já o gás e separado e pressurizado em
um cilindro até 80 bar de pressão.
A
tecnologia aplicada e inovadora e única no Brasil para o tratamento
do chorume desenvolvida pela equipe AVS sobre a coordenação do
pesquisador e projetista mecânico Almir Vital.
Os
gases já pressurizados em cilindros possui infinitas aplicações
industriais como: geração de energia limpa, coogeração,
aquecimento industriais e produção de hidrogênio para fins
hospitalar.
Os
gases advindos deste processo possui um poder calorífico de 1800
graus semelhante ao gás oxídrico desenvolvido pela AVS para
produção de energia, outros estudo continua em evolução nos
laboratórios da AVS na cidade de Campinas – SP, em parcerias com
algumas instituições renomadas.
Em
testes e ensaios práticos, pode ser verificado que a cada 6 mil
litros de chorume já tratado e transformado em gás, se produz em o
equivalente a 3.5 MW de energia, sendo independente se for em
caldeira ou motores ciclo Otto e em ambos, não há poluentes do
processo de combustão cujo o resíduo final é vapor seco ou úmido.
O
processo industrial aplicado com a tecnologia desenvolvida pela AVS
que modifica o estado físico do chorume não há sobra de resíduo
pesados ou leves que tenha que haver outro tratamento, uma vez
centrifugado as partículas existentes são minuscamente triturados e
refinado antes do estado leitoso permitindo que todo os matérias
existentes no chorume, seja definitivamente dissolvidos em menor
partículas vindo a se decompor com a corrente elétrica já na
camará de eletrolise para transformação de vapor e
consecutivamente em gás e energia.
Os
projetos técnicos construtivos são elaborados e desenvolvidos pela
AVS, sendo estudado criteriosamente o local de implantação e a
viabilidade econômica, uma vez identificada a viabilidade a usina
poderá ser construída em até 180 dias, as unidades são moveis e
modulares podendo ser deslocada para qualquer local e região, bem
como o gás, também, poderá ser a granel transportado para o ponto
de consumo e afins.
O
equipamento uma vez implantado e em operação, terá sua manutenção
preventiva a cada 06 meses onde são trocadas as placas da camará de
eletrolise, reparos e a solução química, as usinas são
construídas de acordo com a capacidade de chorume existente cuja a
medida será em litros x tonelada calculado pela área onde e
depositado o lixo ou em piscinões existentes.
O tratamento do chorume é de fundamental importância, pois esta substancia é muito nociva para o meio ambiente, podendo contaminar o solo, os lençóis freáticos, causar danos a saúde humana, proliferação de pragas e etc. Projetos de tratamento pode transformar a nossa realidade, pois muitos aterros sanitários no nosso pais, não estão adequados para o destino do lixo e do chorume, projetos como transformar o chorume em aguá limpa, em compostagem (adubo), energia eletrica podem da um rumo a este problema e também gerar lucro!
A baixo lanço o link de uma reportagem do Jornal Nacional para o tratamento do Chorume.
https://www.youtube.com/watch?v=KArpebSSaL4

